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Escrito por Lucianno Maza às 11h22
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quaseTUDO
Matéria publicada na Revista Paradoxo sobre a leitura-happening "quaseTUDO" Apresentação: 22 de Março de 2006
Quase tudo
Marina W. avisa: Quem não sabe brincar não desce pro play
por Marina W do Rio de Janeiro
Logo que chegamos na porta do Teatro do Jockey, vimos um cara de cueca, algemas, óculos escuros e sandálias havaianas. Uma moça fazia acrobacias e estrelas. Nestas horas sempre espero o pior. Uma sensação de déjà vu tomou conta de mim, me transportando para os happenings do MAM, nos anos 70. A moça puxou B., lhe deu uma série de passes e, segurando suas mãos no alto, iniciou uma espécie de dança dos astronautas, digamos assim, com passos em câmera lenta e rodopios.
Dentro do teatro, luzes coloridas e Feeling Good. Distribuição de balinhas de leite. ''Escolha o momento mais importante da apresentação para comer sua bala, abrindo-a de forma histérica'', disseram. Quando a leitura começou teve realmente de tudo, atores e platéia – sentada em círculo no chão – se misturavam, e o grupo deu algumas orientações do tipo ''Deixem seus celulares ligados'' e ''Caso ele toque, atenda e fale alto''. Não sei bem a ordem de como as coisas se sucederam. Foi como descer para o play. Uma coisa dessas por semana e abandono a análise.
Num momento estávamos todos dançando rock and roll, ou sendo puxados para dançar de rosto colado com os atores que, quase no fim da música, discretamente vendavam os olhos dos seus parceiros. Tipo vamos curtir sensações. Gritos de ordem: ''mudem de lugar!''. E mudávamos. ''Ao mudar de lugar, atravesse no meio da cena atrapalhando os atores''. Coisas assim.
Uma jovem atriz pediu uma pizza pelo celular. Alguns textos sobre o dia-a-dia, o nada, o tudo, a vida, a morte e guarda-chuvas se intercalavam com a euforia da platéia, que podia estar brincando de telefoninho sem-fio ou participando de um festival de beijos. O entregador de pizza chegou e, logicamente, ficou boladíssimo. Música nas alturas. Todo mundo gritava, ovacionando o rapaz que ficou numa roda e saiu com as pálpebras pintadas de sombra azul cintilante. As roupas usadas eram de brechó, poás, paetês e lurex. Um ator trocou sua camiseta de super-homem com a de um rapaz da platéia, que foi para frente dos holofotes fazer uma intervenção cênica. Essas paradas.
''Qual o lugar mais estranho que você fez amor?'', perguntou a atriz bem jovem e um cara respondeu que tinha sido numa agência funerária. Gritos, aplausos. Ritmo, ritmo de festa. Mas sou suspeita pra falar, porque queria que a vida fosse assim. ''Isto merece um telefone para contato!'', replicou a atriz. Risos, gritos. Tortas de chocolate, caipirinhas, pizza e cachaça pura foram distribuídas para a platéia. Quem quisesse podia ir até o foco de luz e dançar, cantar, recitar. Tudo era muito bem-vindo. Uma sereia surgiu no palco, com a cauda de celofane verde-mar. As folhas com os textos impressos eram distribuidas para todos os presentes ou jogadas para o alto. Poderiam ter sido picotadas também, ou trituradas com os dentes, mas acho que ninguém pensou nisso.
Fui no microfone, claro, o que me valeu um tíquete para um show da banda do iluminador. Eu disse uma frase de um poema manjado do Maiakovski. Exibida. Rimos muito, rimos demais. No final, o rapaz das cuecas, que nessa altura já usava um colante azul piscina, foi até o microfone e recitou de modo dramático: ''Tudo pode ser. Se quiser será. Sonhos sempre vem pra quem quer sonhar. Tudo pode ser. Só basta acreditar. Tudo que tiver que ser, será''. Então explode a voz da Xuxa cantando Lua de Cristal e pulamos e dançamos todos juntos, como se fosse carnaval, mãos pra cima, trenzinho. Tudo que eu quiser, o cara lá de cima vai me dar.
Podes crer.
quaseTUDO ...................
Leitura-happening Autores: Alcides Nogueira, Eloy Nunes, Dionisio Neto, Julia Spadaccini, Lucianno Maza, Marcelo Albuquerque, Renata Mizrahi, Rodrigo Nogueira e Tatjana Vereza
Concepção, roteiro e direção de Lucianno Maza Com Afonso Henrique-Soares, Camilo Pellegrini, Cristiano Gonçalves, Fabiana Rocha, Gerson Lobo, Lenita Medina, Marcelo Albuquerque, Renata Mizrahi, Sandra Calaça, Stela Celano, Tatjana Vereza e Tatynne Lauria
Teatro do Jockey, na Gávea, Rio de Janeiro
Grátis
Escrito por Lucianno Maza às 06h04
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DRAMA TEMPO | Ciclo de Leituras Dramaturgia Contemporânea
NOVA FASE - NOVEMBRO E DEZEMBRO - TEATRO DO JOCKEY/CRTI (RJ) TERÇAS-FEIRAS - 20 HORAS - ENTRADA FRANCA Leituras dramatizadas de peças + debates sobre arte e contemporaneidadE
15 de Novembro: Peça: "NOCAUTE" A história de amor entre um lutador de boxe e uma jovem viciada em heroína em um espetáculo repleto de referências à cultura pop, construído através da mistura de um realismo cru com o dinamismo das histórias em quadrinhos.
Texto: ROBERTO ALVIM professor de História do Teatro, diretor e dramaturgo, é criador do projeto Nova Dramaturgia Brasileira e atual diretor do Teatro Ziembinsky onde implementou o Centro de Referência da dramaturgia contemporânea. Escreveu entre outras peças como "Pelecarnesangueossos", "Às Vezes é Preciso Usar Um Punhal Para Atravessar o Caminho" e "Vagina Dentada".
Direção: LUCIANA BORGHI e ROBERTO ALVIM
Elenco: CARLA MARINS, ÉLCIO MONTEZE, JOSÉ KARINI, ROBERTO ALVIM, SAULO RODRIGUES e SÉRGIO MENEZES
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Debate: "REALIDADE NA ARTE HOJE" O que se tem produzido na arte contemporânea e como ela vem retratando a atual realidade do Brasil e do mundo.
Convidados: ALESSANDRA VANUCCI diretora de teatro italiano que realiza uma pesquisa sobre diretores italianos que desembarcaram no Brasil na Segunda Guerra Mundial contida no livro recém lançado: "Crítica da Razão Teatral". Atualmente está em cartaz na cidade com o elogiado "A Descoberta das Américas" de Dario Fo.
FÁBIO FERREIRA idealizador e curador do riocenacontemporânea, Festival Internacional de Teatro do Rio de Janeiro. Diretor de espetáculos teatrais como o recente "Discursos", também está a frente do Núcleo 9, um grupo de nove diretores teatrais que se uniram para criar e desenvolver pesquisas e espetáculos em um mesmo lugar.
TEATRO DO JOCKEY/CRTI Rua Bartolomeu Mitre 1110 – Gávea (entrada de pedestres) Estacionamento gratuito com entrada pela Rua Mário Ribeiro 410 – Lagoa Telefone: 2540-9583
DRAMA TEMPO é uma realização do PROJETO GRANDE ELENCO Idealização e direção-geral: LUCIANNO MAZA Produção: LENITA MEDINA
dramatempo@gmail.com
Escrito por Lucianno Maza às 03h51
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DRAMA TEMPO – Ciclo de Leituras Dramaturgia Contemporânea.
O projeto, voltado à pesquisa, leitura e discussão do que se tem produzido em nova dramaturgia, desde Maio acontece no teatro do Instituto Cultural ArteClara está em novo dia da semana e novo horário: segunda-feira às 18:30hs e continua com entrada franca.
Para o novo horário foram programadas quatro séries especiais que acontecerão até o final do ano no DRAMA TEMPO, são elas: DRAMA RI! (Setembro), com comédias contemporâneas; Série Especial Sarah Kane (Outubro), com todos os textos da dramaturga inglesa; DRAMA RIO (Novembro), com textos de destacados representantes da jovem dramaturgia carioca; e Os Mais Mais (Dezembro) com alguns dos textos mais importantes que participaram do projeto neste primeiro ano de realização.
Neste mês de Setembro quatro dramaturgos apresentam suas comédias, o primeiro foi Luiz Carlos Góes, um dos principais representantes do movimento besteirol dos anos 80 que ao lado de Miguel Falabella e Vicente Pereira entre outros propiciou o surgimento de uma dramaturgia exageradamente cômica e com uma critica debochada, principalmente sobre a sociedade e seus hábitos e morais. O diretor Joaquim Vicente, experiente em divertidas comédias apresentou “People” que traz três cenas curtas do autor, todas com situações absurdas (e críveis!) repletas de humor cáustico.
Na segunda semana o jovem ator Rodrigo Nogueira apresenta seus dois primeiros textos: “Sapatênis”, uma pequena comédia rasgada e agradável, e “Um ou tempo. Depois”, um texto que emociona e diverte; o primeiro dirigido por ele e o segundo pela igualmente jovem e talentosa diretora Alessandra Colasanti. Uma feliz estréia que antevê uma boa trajetória do ator que envereda na dramaturgia, e a sua é ágil, bem-humorada e atual.
Já na terceira semana o texto apresentado foi “O Dia Mais Feliz da Sua Vida” de autoria de Dionisio Neto, um dos principais dramaturgos da geração surgida nos anos 90 em São Paulo, e que respondeu pelo revigoramento da dramaturgia nacional. Eu dirigi o texto: uma comédia curta e absolutamente contemporânea que mostra as desiludidas vidas de personagens solitários, e suas pequenas sortes.
Na quarta e última semana da programação especial do DRAMA RI! o texto “Apenas Uma Comédia Romântica” onde Henrique Tavares brinca com propriedade com os clichês de histórias de amor de peças e filmes românticos, com muita graça. Henrique, que também dirige o texto, é autor do sucesso teatral carioca “Bárbara Não Lhe Adora”: uma espécie de revanche com muito humor à crítica teatral, e que comicamente também critica a própria produção artística.
O que tentei fazer ao selecionar esses quatro textos para integrar DRAMA RI! foi mostrar a diversidade que um gênero pode oferecer, através dos textos desses quatro autores passamos pelo besteirol, a comédia rasgada, a comédia dramática e filosófica, a comédia contemporânea e a comédia romântica... Cinco das infinitas possibilidades para alcançar o riso preenchido, o riso crítico.
Participando do DRAMA TEMPO nesta série tivemos um comediógrafo veterano, um jovem estreante, um autor pela primeira vez apresentado no Rio de Janeiro e um dos cariocas que despontam na comédia atual.
Em outubro trocamos o riso pela angústia com a Série Especial Sarah Kane, que apresentará pela primeira vez os cinco textos da finada autora inglesa, uma das principais referências em dramaturgia contemporânea no mundo. Durante as cinco semanas de Outubro diretores como Felipe Vidal, Alan Castelo e eu apresentaremos nossas dramatizações em leituras de “Blasted”, “Phaedra’s Love”, “Cleansed”, “Crave” e “4.48 Psychosis”, todos textos que discorrem sobre a dor de personagens consumidos por suas angústias.
Não perca!!!
Lucianno Maza.
DRAMA TEMPO – Ciclo de Leituras Dramaturgia Contemporânea
Segundas-feiras às 18:30hs – Entrada franca
Instituto Cultural ArteClara (Rua Lopes Quintas 180 – Jd.Botânico)
dramatempo@gmail.com
Escrito por Lucianno Maza às 22h43
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DRAMA TEMPO Ciclo de Leituras Dramaturgia Contemporânea
Segundas-feiras às 18:30hs
ENTRADA FRANCA
Instituto Cultural ArteClara Rua Lopes Quintas 180 - Jd.Botânico Informações: 2529 889
dramatempo@gmail.com
Escrito por Lucianno Maza às 06h45
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Prefeitura do Rio
Secretaria Municipal das Culturas
apresentam:
DRAMA TEMPO – Ciclo de Leituras Dramaturgia Contemporânea
“Água Revolta”
de Marcos Damaceno
Direção: Felipe Vidal
Com: Grupo Tropel
Participação especial: Marcos Thulio
Organização: Lucianno Maza
Realização: Projeto Grande Elenco
‘Uma dramaturgia de devaneios, estruturada pelo ritmo e musicalidade das palavras e seu equivalente silêncio.’
Após a leitura debate sobre dramaturgia contemporânea.
Novo horário: 18 horas
12 de Abril
Entrada franca
Memorial Getúlio Vargas (auditório) Praça Luís de Camões s/n Glória (subterrâneo) Tel: 2557 9444
Escrito por Lucianno Maza às 01h19
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1º de Fevereiro = "Quase Nada" de Marcos Barbosa
Na última terça-feira, 1º de Fevereiro, o dramaturgo Roberto Alvim convidado a participar do DRAMA TEMPO – Ciclo de Leituras Dramaturgia Contemporânea apresentou o texto de outro autor, o baiano Marcos Barbosa, já que seu texto ainda em processo de criação não ficara pronto à tempo para a leitura.
Foi lido “Quase Nada” de Marcos Barbosa, um texto curto mas carregado de reflexão sobre a violência urbana e os valores de certo e errado. Sem julgar tais questões o que é apresentado são 4 cenas mostrando um próspero casal que após matar uma criança num sinal é procurado pela mãe dele que reivindica justiça e acaba cedendo à tentadora proposta do casal que mais tarde terá de se livrar da mulher para continuar suas vidas bem sucedidas.
Dirigida por Roberto Alvim a ágil leitura foi feita pelos atores: Luciana Borghi, Nívea Semprini, Henrique Tavares e Otto Jr.
Com a proximidade do carnaval o público desta semana foi um pouco menor que de costume, mas sua participação é característica inquestionável do DRAMA TEMPO – Ciclo de Leituras Dramaturgia Contemporânea; mais uma vez pessoas de diferentes áreas participaram do debate sobre o texto dramatúrgico lido e foram além, adentrando em questões sobre a violência no mundo contemporâneo.
O DRAMA TEMPO – Ciclo de Leituras Dramaturgia Contemporânea encerra sua primeira fase só com dramaturgos convidados que representam parte da diversificada produção textual atual que forma o panorama apresentado no projeto. Foram lidos também os textos “Blitz” de Bosco Brasil, “Através de Ti Vejo a Mim” de Lucianno Maza e “Depois da Fronteira” de Fidelys Fraga.
A partir do dia 15 de Fevereiro retornamos, agora mesclando trabalhos de dramaturgos convidados à textos selecionados após envio ao projeto (dramatempo@gmail.com).
A leitura no dia 15 de Fevereiro às 19 horas será: “Noite Maldormida”, texto de Carlos Vieira.
Não percam!
www.fotolog.net/dramatempo - publicação dos flyers semanais
Escrito por Lucianno Maza às 10h59
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25 de Janeiro = DEPOIS DA FRONTEIRA de Fidelys Fraga

Na terceira semana do DRAMA TEMPO - Ciclo de Leituras Dramaturgia Contemporânea foi lido o texto "Depois da Fronteira" de Fidelys Fraga pelas atrizes Isabella Lomez, Rita Elmôr e Taís Tedesco dirigidas pelo próprio autor.
"Depois da Fronteira" foi livremente inspirado no filme "Stalker" de Andrei Tarkovski e escrito por Fidelys Fraga apartir do projeto das atrizes Ana Kutner (que devido a uma pequena cirurgia foi substituida por Rita Elmôr) e Isabella Lomez ao qual mais tarde Taís Tedesco se juntou. A idéia de falar sobre a confiança a partir do filme, mas trazendo as questões para o ambiente teatral fez com que fosse necessária a criação de um novo texto, e assim surgiu "Depois da Fronteira" que mostra o encontro de três arquétipos: a arte, a ciência e a fé com as personagens da Pintora, da Doutora e da Guia, rumo à Zona desconhecida, um lugar onde os desejos mais obscuros são realizados.
Fidelys Fraga escreveu o elogiado monólogo "Teresa D'Ávila, a Santa Descalça" para a atriz Rita Elmôr e recentemente esteve em cartaz com o texto "Fora de Foco". Ator e diretor, Fidelys Fraga têm produzido textos dramatúrgicos de alta qualidade somando técnica à uma grande sensibilidade. E o público, que pela terceira semana consecutiva enfrenta a chuva, reconheceu este talento aplaudindo de pé a leitura de seu texto no DRAMA TEMPO - Ciclo de Leituras Dramaturgia Contemporânea.
Na próxima semana, DRAMA TEMPO apresenta a leitura do texto "Ao Som do Mar e à Luz do Céu Profundo" de Roberto Alvim.
DRAMA TEMPO - Ciclo de Leituras Dramaturgia Contemporânea Organização: Lucianno Maza Realização: Projeto Grande Elenco Parceria: Prefeitura do Rio / Secretária das Culturas Toda terça-feira às 19 horas Entrada franca (distribuição de senhas meia horas antes) Memorial Getúlio Vargas Praça Luís de Camões - Glória (próximo ao Hotel Glória)
E-mail do projeto: dramatempo@gmail.com
Escrito por Lucianno Maza às 07h50
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18 de Janeiro = ATRAVÉS DE TI VEJO A MIM de Lucianno Maza

Segunda leitura do DRAMA TEMPO - Ciclo de Leituras Dramaturgia Contemporânea "Através de Ti Vejo a Mim" de minha autoria, Lucianno Maza, teve direção de Delano Guaicurus e o elenco formado por Carlos Abreu e Felipe Leopardo.
"Através de Ti Vejo a Mim" é um texto sobre a dificuldade de se "ver" o outro mostrando o encontro de dois homens a princípio completamente diferentes, preocupados com suas próprias dores e que aos poucos enquanto começam a "olhar" para o outro descobrem que são muito mais parecidos do que poderiam imaginar.
Carlos Abreu leu o passional Iago, um jovem imerso na dor e na culpa por ter causado o acidente em que a mulher que ama morreu. Foi nosso primeiro trabalho em parceria, e pelo que parece não será o único.
O escritor Eric, um homem triste e sarcástico que sofreu muitas dores durante a vida, foi lido por Felipe Leopardo. Depois de uma breve separação após a desestruturação de um espetáculo é muito bom tê-lo de volta, e sinto que a recíproca é verdadeira.
A direção da leitura esteve à cargo de Delano Guaicurus, jovem profissional que foi meu assistente em "Boi da Cara Preta" e diretor do espetáculo "Singular". Delano, um promissor construtor cênico concebeu uma proposta interessantíssima para a leitura.
"Através de Ti Vejo a Mim" foi escrito por mim, Lucianno Maza, autor de textos teatrais como "Boi da Cara Preta" e "TRÊS T3MPOS" e idealizador e organizador do DRAMA TEMPO - Ciclo de Leituras Dramaturgia Contemporânea. Primeira montagem de um texto meu por outro diretor fiquei profundamente feliz com o resultado do trabalho e pela recepção, entendimento e aceitação do público que me foi surpreendente. O público mais uma vez chegou debaixo de chuva e participou da reflexão proposta de forma ativa e interessada, depois da leitura, nenhuma pessoa saiu do auditório, todos ficaram para o produtivo debate o que foi gratificante.
O DRAMA TEMPO continua sua busca pela formação de um panorama do que se tem produzido atualmente em dramaturgia, o próximo texto: "Depois da Fronteira" de Fidelys Fraga.
Escrito por Lucianno Maza às 12h14
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11 de Janeiro = BLITZ de Bosco Brasil

A primeira leitura do DRAMA TEMPO - Ciclo de Leituras Dramaturgia Contemporânea foi o texto "Blitz" de Bosco Brasil, com direção de Flávia Lacerda e no elenco Virginia Cavendish, e eu: Lucianno Maza.
Acusado de ter assassinado um adolescente com idade para ser seu filho numa blitz policial, o Cabo Rosinha da PM precisa convencer a esposa, Helô do Pãozinho que é inocente. Enquanto os dois são renegados por toda cidade onde moram, a relação começa a ruir quando a confiança parece ter terminado. Rosinha em meio a toda dor que o episódio evoca fará de tudo para convencer à Helô que é inocente.
Virginia Cavendish leu a personagem Helô do Pãozinho, uma mulher sofrida e humilde e que se vê desconfiada da inocência do homem que ama. A atriz especialmente convidada pela organização do DRAMA TEMPO para a leitura se mostrou feliz com o resultado do trabalho.
Eu (Lucianno Maza) tive o enorme prazer em dar vida ao Cabo Rosinha na primeira leitura do projeto que organizo. "Blitz" é um texto pelo qual tenho profunda admiração e que por anos esteve guardado em minha mémoria, sem dúvida uma alegria enorme...
A diretora Flávia Lacerda, experiente no comando de programas de teledramaturgia, pela primeira vez assumiu uma direção teatral; ainda que numa leitura com pouquíssimo tempo de ensaio, ela fez marcações que só contribuíram à compreensão do texto e com muita delicadeza nos direcionou a criar personagens verdadeiros e completos em suas fragilidades e forças.
"Blitz" foi escrito pelo dramaturgo paulista Bosco Brasil, autor de inúmeros textos, recebeu por duas o vezes o Prêmio Shell (premiação mais importante do teatro atual), e é o responsável pelo grande sucesso de público e crítica: "Novas Diretrizes Em Tempos de Paz". O autor em mensagem enviada à organização depois da leitura disse que ficou muito feliz pelo que foi apresentado.
O público presente no auditório do Memorial Getúlio Vargas após enfrentar uma forte chuva para chegar, se emocionou com "Blitz" e aprovou o projeto DRAMA TEMPO.
Após a leitura participaram de um debate sobre dramaturgia contemporânea, o autor de "Blitz": Bosco Brasil, e os dramaturgos: Fidelys Fraga, Roberto Alvim e eu. Discutimos sobre as deficiências no espaço para a nova dramaturgia, a falta de interesse da classe artísticas pelos textos atuais e quais medidas são e podem ser tomadas por nós mesmos, como a necessidade do dramaturgo produzir seus textos.
O DRAMA TEMPO - Ciclo de Leituras Dramaturgia Contemporânea iniciado com sucesso com a leitura de "Blitz" de Bosco Brasil no dia 11 de Janeiro de 2005 segue sua trajetória, buscando a visibilidade para o que se é produzido atualmente no Brasil e no mundo, pesquisando e discutindo vertentes, e estabelecendo um diálogo real entre o público e os textos da dramaturgia contemporânea.
Escrito por Lucianno Maza às 16h16
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